sábado, 10 de setembro de 2011

Nutrição aplicada à Medicina Estética (parte 1 de 3)

         Fiz um curso de Nutrição aplicada à Medicina Estética e gostaria de compartilhar conhecimento com os visitantes do meu blog.         A seguir, você terá acesso ao meu "resumo" do curso. Os pontos mais interessantes eu não poderia deixar de compartilhar.
         Antes de ser tratada como uma questão fútil, a preocupação com a estética deve ser associada a uma preocupação com a saúde. Com o passar dos séculos e o avanço da tecnologia, alimentos muito processados tem sido postos à nossa mesa sem que percebamos o quanto estamos perdendo no que diz respeito à questão nutricional. Associado a isso, temos ainda uma grande exposição aos raios solares, que causam danos à pele e fotoenvelhecimento, inalação de gases poluentes e fumaça de cigarro, aumento do sedentarismo etc. Infelizmente, esses novos hábitos inadequados nos levam a uma saúde vulnerável e cada vez mais pobre. Então, quando um indivíduo se preocupa em não fumar, não ingerir bebidas alcoólicas em excesso, diminuir o perímetro de sua cintura, evitar o consumo excessivo de doces, refrigerantes e frituras e estar sempre em movimento, praticando exercícios físicos sistematicamente, este não pode ser considerado fútil e vaidoso. Todos devemos nos preocupar com a qualidade de vida, que se resume em hábitos saudáveis não em uma determinada fase da vida, mas pela vida inteira.        

       Gordura localizada, celulite e estrias
        Podem aparecer também em indivíduos magros, pois são consequência de fatores não especificamente ligados à obesidade. A celulite, atualmente, é considerada doença, e é dividida em graus. Os graus mais altos (3 e 4) causam dor e desconforto, além de cansaço nos membros inferiores.

        Transtornos alimentares
        Tanto a compulsão alimentar, quanto a bulimia e a anorexia são desequilíbrios que necessitam de tratamentos multidisciplinares, que tragam ao indivíduo a reeducação dos hábitos alimentares saudáveis e a prática de atividade física. Uma das maiores dificuldades de se iniciar um tratamento adequado é o fato de geralmente essas pessoas não aceitarem a doença.

       Consumo de carboidratos        Alimentos com alto índice glicêmico fornecem açúcar rápido ao sangue, ocasionando um pico de glicemia (hiperglicemia), seguido de queda brusca da concentração de glicose no sangue. Então, antes de iniciar uma atividade física, deve ser analisado o tipo de exercício em questão e sua necessidade energética. Por exemplo: se for executada uma corrida de alta intensidade e curta duração, musculação com carga alta etc., o organismo necessitará de energia disponível rapidamente para realizar o trabalho. Porém se a atividade for leve/ moderada e de longa duração (corrida, bicicleta, natação etc.), é adequado ingerir alimentos de baixo índice glicêmico, onde a energia será liberada para consumo paulatinamente, acompanhando assim o trabalho até o final.

       
                                                                Proteínas
         A proteína, além de inúmeras outras funções, ajuda na formação do GH e tem função imunológica. Atletas de musculação devem incluir em sua dieta a quantidade adequada de proteínas, principalmente praticantes adolescentes (devido à fase de crescimento) e atletas com treinamento intenso (devido a este tipo de treinamento baixar o sistema imunológico em curto prazo).

          Gorduras                          HDL - é uma lipoproteína de alta densidade que contém mais proteína e menor quantidade de triglierídeos e colesterol. O HDL retira o colesterol do sangue, e seu nível aumentado é bom, pois indica menor risco de doenças cardiovasculares. Para aumentá-lo, é necessária uma dieta equilibrada contendo gorduras mono e poliinsaturadas (ômega 3, 6, 9...).
           LDL/ VLDL - são lipoproteínas de baixa e muito baixa densidade, respectivamente. Contém mais triglicerídeos e colesterol e menos proteína, aumentando assim o risco de doenças cardiovasculares. Sua alta taxa está associada a um desequilíbrio na dieta, onde o consumo de gorduras saturadas e hidrogenadas é alto, além do consumo de carboidratos (açúcares) em excesso.
         
           Vitaminas          

        As vitaminas são de vital importância ao organismo (vita = vida; amina = compostos nitrogenados), são encontradas em quantidades pequenas no interior de todas as nossas células. Uma suplementação vitamínica deve ser proveniente de orientação nutricional ou médica, visto que a hipervitaminose por ingestão excessiva é tão danosa ao organismo quanto à hipovitaminose (carência de vitaminas).

     

        No mundo moderno, onde as pessoas tendem a objetivar corpos semelhantes aos padrões impostos pelas mídias, o profissional de saúde deve estar atento para identificar a diferença entre vaidade e doença.
    
       
        Fibras
       
As fibras tem grande importância na nossa alimentação, apesar de não serem absorvidas pelo nosso organismo, possuem vários efeitos benéficos, como melhorar a seletividade da flora bacteriana intestinal, retardar a absorção de calorias, aumentar a sensação de saciedade etc. Porém, como tudo em excesso faz mal, seu consumo exagerado pode prejudicar a biodisponibilidade de nutrientes, isto é, inibem a absorção dos mesmos (devido à existência dos filatos, que são antinutricionais).
    (Continua na parte 2)

Um comentário:

Soraia Albuquerque Sene disse...

Nossa, muito interessante esse artigo. Meu médico, o nutrólogo da Estética Saúde, Dr. Elias, sempre diz que a alimentação é a chave de tudo na medicina estética. Sei que é dificil mudar hábitos, mas a tecnologia existente só ajuda quem se ajuda.
www.esteticasaude.com.br