sábado, 2 de julho de 2011

Anatomia do Sistema Respiratório

            A importância do sistema respiratório é a hematose (troca gasosa), que coloca O2 em contato com o sangue.
            O pulmão é interno (situa-se na caixa torácica), para que a região de absorção esteja protegida de microorganismos, para manter sua umidade e não haver lesões nos capilares, além de controlar a temperatura.
            Os pulmões têm 14 m² de área de absorção. O ar é filtrado e aquecido até chegar a eles.

            Os pulmões secretam o hormônio angiotensina (é um órgão endócrino); participam da fala, expirando o ar (órgão fonador), captam moléculas de capacidade informacional (órgão olfativo).
Forma clínica (anatômica): vias aéreas superiores (boca, nariz, laringe, faringe) e inferiores (traquéia, brônquios, pulmões).
            Nariz – estrutura cartilaginosa que possui variedade de morfologias. Cartilagem nasal: parte externa e parte interna que dividem a cavidade do nariz em duas (septo nasal). Ossos do septo nasal: lâmina perpendicular do osso etmóide, vômer, cartilagem do septo nasal. Lâmina crivosa do osso etmóide: os nervos olfativos passam pelos crivos – parede lateral do septo nasal forma as conchas nasais, que servem para aquecer o ar e aumentar a superfície da cavidade nasal (principalmente), por causa da área de contato com o ar (temperatura e água: quanto mais calor, mais sangue) – aquece e umidifica. Narina (parte da frente) e coana (parte de trás) saem na faringe. O palato forma o teto da boca e o assoalho da cavidade nasal. Possui dois ossos: palato duro (é um osso) e palato mole (é um músculo a derido a um osso).
Função dos cílios e mucos: provocar turbilhonamento do ar para facilitar a filtragem (função das conchas nasais). Filtram o ar, retendo os detritos.
Discriminação dos cheiros: um lado está sempre mais entupido que o outro (uma narina fica com mais sangue, diminuindo a entrada e saída do ar – o sistema nervoso autônomo comanda essa vasodilatação). A narina mais fechada é mais sensível aos cheiros voláteis (cheiro solúvel em gordura: podre, fedor). Os perfumes cítricos são cheiros solúveis em água.
            Faringe: tubo muscular que une as cavidades bucal e nasal (os palatos duro e mole estão entre essas cavidades).
            Faringe nasal (naso-faringe); faringe bucal (orofaringe); faringe na laringe (laringo-faringe: esôfago). A faringe tem um mecanismo de proteção das vias aéreas inferiores, que impede a entrada de líquidos e comida na traquéia (epiglote).
            Seios paranasais: são ossos ocos em volta da cavidade nasal que se intercomunicam com ela. São reservas de ar quente. Sua inflamação é denominada sinusite. São eles: maxilar, frontal, células etmoidais e esfenoidais.
            A nasofaringe possui abertura (do meato acústico interno) que traz o ar do ouvido médio e faz sua equalização (quando há diferença de pressão).    Quando há diferença de pressão (em altas altitudes ou na profundeza do mar), se engolirmos, o tímpano estala e volta para o lugar: coana.
            Trajetória do ar: nariz nasofaringe orofaringe laringe   traquéia   brônquios pulmões.
            Laringe: suas paredes estão sempre abertas, porque seu esqueleto é cartilaginoso. Possui dupla função: sistema de proteção das vias aéreas e região de produção de som. Possui três cartilagens ímpares (cricóide, epiglote, tireóide) e três pares (aritenóide, corniculada, cuneiforme – as duas últimas não são importantes). Encontram-se na seguinte ordem: epiglote – tireóide – aritenóide – cricóide.
            Osso hióide: tem forma de U e não tem articulação com outro osso.
            Na incisura tireóidea está situada a proeminência laríngea (gogó).
            Articulação sinovial entre cartilagens: corno inferior da tireóide com a cartilagem cricóide; membrana tireóidea: cartilagem tireóidea sobe junto com o osso hióide; cartilagem cricóide: vocal na frente e muscular atrás.
            A glote é uma fenda, uma passagem formada pelo ligamento vocal; o cone elástico faz parte do ligamento vocal e de um ligamento entre a tireóide e a cricóide.
            O revestimento mucoso dá o aspecto da prega vocal inferior. A prega vocal superior é falsa, também chamada de prega vocal vestibular. Existe o espaço supraglótico e o infraglótico. Um dos músculos presos no osso hióide é o ioepiglótico.
            As cartilagens têm importância na produção do som: quando o ar passa, as mucosas se movimentam uma contra a outra sobre a corda vocal, modificando a pressão do ar e produzindo ondas sonoras (efeito de Bernuli). Obs.: isso ocorre com a verdadeira, pois a prega vocal falsa não vibra (tem apenas função de proteção). Importância da corda vocal: dá tensão na prega vocal por causa do músculo tircaritenóide (músculo vocal). Seu tendão é o ligamento vocal.
            No homem: recebe a ação da testosterona e se fecha. Com a corda mais longa, o som é mais grave.
            Na mulher: não tem ação de testosterona, por isso, mantém a forma infantil. A corda é mais curta, e o som é mais agudo.
            Traquéia: tem 10 a 12 cm, aproximadamente, de comprimento. Possui 16 anéis incompletos até a sua bifurcação (a parte posterior é aberta). Seu epitélio mucoso é ciliado; seu ligamento transverso da traquéia (que faz o limite do esôfago) e seu músculo transverso da traquéia localizam-se na parede de trás.
Carina traqueal: bifurcação da traquéia que gera os brônquios fonte. Os brônquios fonte são diferentes entre si: o direito é verticalizado (o que implica no acúmulo e assentamento de substâncias pesadas no pulmão direito) e o esquerdo é horizontalizado e menor (o pulmão esquerdo é menor para que haja espaço para o coração). 
            Pulmões: órgão oco, reflexo da ramificação da árvore brônquica.

            Organização dos pulmões: brônquios fonte (primários); brônquios lobares (secundários), sendo que o pulmão direito tem três lobos (porque é maior) e o pulmão esquerdo tem três lobos; brônquios lobulares ou segmentares (terciários) – apesar da diferença do número de lobos entre os pulmões, ambos têm dez segmentos (segmento bronco – pulmonar: cada pulmão tem dez segmentos, que têm pouca comunicação entre si; em cada segmento há vários lóbulos (segmentos menores); é a unidade funcional do pulmão (como se fossem mini-pulmões); é nutrido de vasos sangüíneos (artérias terminais autônomas, importantes porque suprem parte do corpo que nenhuma outra supre (são arteríolas).
            Língula: “lobo médio” do pulmão esquerdo (faz parte do lobo superior).
            Membrana dupla: uma membrana está grudada no tórax (pleura). A pleura separa os lobos.
            Os septos saem das fissuras oblíqua (direita, de lateral para medial, de cima para baixo) e esquerda (oblíqua e horizontal).
            Brônquios de n ordens (depois dos brônquios terciários) - a estrutura muda a partir daí: as cartilagens diminuem (e somem) e os tubos afinam, antes do desaparecimento das cartilagens – são os bronquíolos.
            Bronquíolos: possuem 1 ou 2 divisões – bronquíolo terminal: parede fina sem musculatura lisa e sem cartilagem, bronquíolo respiratório (último segmento do bronquíolo): se abre para o ducto alveolar e não tem capilarização.
            Alvéolos: epitélio fino, capilarizado. Ocupam todo o volume do pulmão. É o local onde ocorre a hematose (troca gasosa).
            A ramificação da artéria aorta é responsável pelo suprimento da vascularização do pulmão.
            Para a contagem do batimento cardíaco no pulso é necessário que seja feita com o indicador e o médio, pois o polegar tem sua própria artéria; então, o indivíduo descarta a possibilidade de estar ouvindo a sua própria pulsação.

            Mecanismo de respiração
O diafragma tem forma de para-quedas

             A respiração é ativa na inspiração (porque a tendência do pulmão é colabar) e passiva na expiração.
            Cada pulmão é envolvido pelas pleuras visceral e parietal; elas se encontram na primeira respiração do bebê e colam no gradil costal, com a presença do líquido peritonial. O pulmão se expande devido à sua elasticidade. Apesar de sua tendência ser colabar (voltar para o lugar, encolher), a tensão superficial do líquido pleural impede que isso aconteça.
            O músculo mais importante para a respiração é o diafragma, que também levanta o gradil costal. 



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