sábado, 2 de julho de 2011

Musculação para Diabetes Mellitus Tipo I

            Prescrição ideal de exercício físico para o portador de Diabetes mellitus tipo I (insulino–dependente).

            Para praticar o exercício ideal, deve-se identificar o tipo de atividade, a duração, a intensidade, a glicemia capilar antes da atividade, a frequência semanal e achar as variáveis para otimizar o treinamento. A atividade física promove o controle da glicose sanguínea.
            Patologia – síndrome metabólica: excesso de glicose sanguínea – a glicose não é carreada do sangue para o interior da célula – hiperglicemia. Ocorre a glicosúria (excesso de glicose expelido na urina), quando há mais de 125mg/dl de glicose no sangue em jejum.
            Sintomas específicos – poliúria, polidipsia, polifagia, hiperglicemia etc.
            Sintomas inespecíficos – sonolência, cansaço, desânimo etc.
            Tipo I – não tem ação da insulina (a produção é interrompida no pâncreas). Causas: hereditariedade, estresse, vírus, disfunção auto-imune, doença pancreática e hepática, alterações endócrinas etc.
            Tipo II (não dependente de insulina) – 82% das pessoas diabéticas são do tipo II; não é congênita, é hereditária, obesidade, estresse, idade avançada, sedentarismo, efeitos da dieta, fármacos, sobrecarga no pâncreas.
            Diabete gestacional – não tem explicação (acredita-se que seja pela má-formação do feto; a glicose não é carreada para o mesmo).

            Terapias básicas: dieta, exercícios, insulina sintética, hipoglicemiantes orais, educação.

            Complicações tardias: não é apenas uma doença, também envolve outras doenças.
            Doenças crônicas – oculares crônicas (cegueira: catarata irreversível); nefropatias diabéticas (hipertensão etc.); doença vascular; pé diabético etc.
            Doenças agudas (acontecem imediatamente) – cetose e cetoacitose diabéticas; coma hiperosmolar não-cetônico; hiperglicemia extrema (mais de 600mg/dl) etc.

            Avaliação pré-exercício físico: histórico e exame físico; revisão de todos os sistemas; evolução da diabete; hemoglobina glicolisada; exames oftalmológico e neurológico; evolução nefrológica; evolução do peso; evolução cardiovascular; pressão arterial; frequência cardíaca; lipídeo sanguíneo.

            Orientações gerais sobre a regulação da resposta glicêmica ao exercício:
·         monitorar a glicemia antes e depois dos exercícios;
·         ingestão de alimentos;
·         ingestão de carboidratos se a glicose estiver abaixo de 100mg/dl para evitar hipoglicemia;
·         alimentos ricos em carboidratos prontamente disponíveis durante e após os exercícios (gatorade, banana);
·         aprender a resposta glicêmica a diferentes condições de exercícios;
·         retardar o exercício se a glicemia estiver abaixo de 100mg/dl ou acima de 250mg/dl;
·         monitorar a alimentação até 24hs após o exercício para evitar hipoglicemia pós-exercício de inicio tardio.

            Benefícios da atividade física

·         reduz a glicemia durante e após os exercícios;
·         melhora a sensibilidade a insulina;
·         melhora o perfil lipídico;
·         diminui os triglicérides;
·         leve diminuição do LDL-colesterol;
·         aumento do HDL-colesterol;
·         melhora da hipertensão leve e moderada;
·         aumento do gasto de energia;
·         preservação da massa corporal magra;
·         aumento da forca de flexibilidade;
·         melhora da disposição geral e a sensação de bem-estar.

            Estratégia para controlar hiper ou hipoglicemia pós-exercicio: aplicar insulina pelo menos 1h antes do exercício; diminuir a dose de insulina de ação curta e intermediaria antes do exercício.

            Riscos da atividade física sem orientação profissional:

·         hipoglicemia induzida pelo exercício;
·         precipitação ou exarcebação de doença cardiovascular;
·         angina no peito;
·         infarto do miocárdio;
·         morte súbita;
·         piora da diabete;
·         retinoptia proliferativa;
·         proteinúria aumentada;
·         capacidade aeróbia máxima diminuída;
·         neuropatia autonômica;
·         hipotensão postural etc.

            Guia de prescrição de exercícios físicos

            Aeróbios – intesidade: 40%, 65% do VO2 máximo; duração: 20 a 30 minutos/ 30 a 60 minutos (porém é muito extenuante); frequência semanal: 3 a 5 vezes por semana ou todos os dias.
Contra-resistência – maior intensidade; menor carga e muitas repetições; todos os dias.

            Exercícios para pacientes com complicações tardias

            Neuropatia diabética – peso limitado, poucas repetições, só membros superiores (devido o mau retorno venoso nos membros inferiores) e baixo impacto.
            Neuropatia autonômica – baixa intensidade (para não modificar a pressão arterial).
            Retinopatia – baixa intensidade, baixo impacto, evitar contato (lutas) e manter a pressão arterial abaixo de 170mmHg.

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